Descubra como usar a Janela de Johari para dar feedbacks

Como funciona e seu objetivo. Como contribui para o autoconhecimento e sua importância na comunicação e feedback. Como colocá-la em prática, e formato de teste.

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janela de johari

A comunicação é uma parte importante da gestão de qualquer equipe. Para obter bons resultados em grupo, é preciso estar aberto a trabalhar as suas habilidades e objetivos em conjunto. Uma das formas encontradas para fazer isso é usar a ferramenta conhecida como Janela de Johari.

Esse foi um método criado na década de 50, por dois psicólogos, que o desenvolveram para auxiliar os colaboradores a entenderem a si mesmos e aos seus colegas de trabalho. Até hoje, essa é uma ferramenta muito importante nas empresas.

Se você quer saber mais sobre a Janela de Johari e como aplicá-la na sua empresa, continue conosco. Boa leitura!

O que é a Janela de Johari?

A Janela de Johari é uma ferramenta de aplicação relativamente simples, construída a partir da disposição de quadrantes com características pessoais dos membros de uma equipe.

Seu principal objetivo é obter uma avaliação completa sobre a equipe para fornecer um feedback efetivo, ou seja, melhorar a comunicação interpessoal, contribuindo para o desempenho dos profissionais e para o seu relacionamento interpessoal.

Quais são os quadrantes dessa ferramenta?

Como foi mencionado, os quadrantes reúnem diferentes informações a respeito dos membros de uma equipe. Cada um deles ajuda a fornecer uma perspectiva diferente, tornando a avaliação ainda mais rica em detalhes. Conheça cada um deles a seguir.

Eu cego

O “eu cego” revela alguns pontos cegos a respeito de um indivíduo. Nesse quadrante, são descritas aquelas características que o grupo percebe em uma determinada pessoa, mas que ela não consegue reconhecer em si mesma.

Eu público

O “eu público” é um quadrante que combina aquelas informações e adjetivos que são fornecidos pelo grupo e também pelo indivíduo. Trata-se de um meio-termo entre o que uma pessoa percebe sobre si mesma e aquilo que os outros notam nela.

Eu secreto

O quadrante do “eu secreto” traz consigo aqueles adjetivos que são identificados pelo indivíduo, mas que não são reconhecidos pelo grupo. Dessa forma, é basicamente a maneira como uma pessoa se percebe sem que os outros tenham ideia disso.

Eu desconhecido

O “eu desconhecido” traz informações sobre uma pessoa que não são identificadas nem pelo grupo e nem por ela mesma. Geralmente, trata-se de características identificadas de alguma outra maneira, como algum teste comportamental, por exemplo.

Como a Janela de Johari contribui para feedbacks?

Quando obtidas com clareza e sinceridade, as respostas da Janela de Johari são muito eficientes para oferecer feedbacks eficazes para cada membro da equipe. Essa ferramenta é muito importante para avaliar de maneira equilibrada as informações disponíveis sobre cada profissional.

Quando apenas o gestor faz essa análise individual dos membros da sua equipe, seu feedback tende a ser parcial. Porém, quando as informações são coletadas de diferentes fontes, o resultado ganha certa neutralidade e, é claro, uma precisão muito maior.

Ainda que os dados apontados na Janela de Johari não sejam positivos, eles continuam sendo importante para o desenvolvimento da equipe. É claro que, para isso, as pessoas precisam ser instruídas para evitarem colocações desconfortáveis ou constrangedoras.

Como colocar essa ferramenta em prática?

A Janela de Johari é uma ferramenta de fácil aplicação, especialmente se você seguir os passos descritos a seguir.

Defina os objetivos

Primeiramente, é preciso ter uma ideia do que você quer alcançar com essa ferramenta. Portanto, defina um objetivo claro, como a avaliação da equipe sobre determinada tarefa ou projeto, por exemplo. Como se trata de uma atividade coletiva, é importante que esse objetivo fique claro para todos.

Crie a janela

Após ter os objetivos estipulados, é chegada a hora de criar a janela propriamente dita. Portanto, desenhe o quadrante com os nomes visíveis em um local onde todos consigam ver. Depois, peça para que cada um eleja algumas características para cada membro.

Combine conhecimentos

Depois disso, é preciso reunir todas as informações coletadas. Esse é o momento de confrontar o conhecimento sobre as informações que o indivíduo sabe sobre ele mesmo e aquilo que os outros identificam nele e vice-versa.

Detalhe as informações

Se você achar pertinente, pode buscar o detalhamento dessas informações por quem deu o feedback. É importante que todas as afirmações fiquem claras nessa etapa para evitar que haja distorção na interpretação dos resultados.

Identifique as imagens (de si mesmo e dos outros)

Depois disso, é preciso montar as imagens de cada um, tanto no que diz respeito ao que pensam sobre si mesmos quanto ao que os outros acham. Sendo assim, confronte as informações e identifique:

  • o que todos concordam ser uma característica do indivíduo;
  • o que ele percebe em si, mas os outros não;
  • o que o grupo reconhece nele, mas ele não;
  • o que não foi listado na primeira etapa.

Faça as análises

A partir disso é possível fazer as análises, quadrante por quadrante. É importante dar espaço para que as características mencionadas nos três primeiros quadrantes sejam debatidas. Depois disso, proponha uma discussão em grupo sobre quais qualidades não foram mencionadas, mas que seriam importantes (quarto quadrante).

Qual pode ser o melhor cenário da Janela de Johari?

O melhor cenário para a Janela de Johari é a condução de uma dinâmica clara, objetiva e com uma comunicação bastante assertiva. Seu principal objetivo é trazer à tona aspectos relevantes de cada pessoa e otimizá-los na empresa. Portanto, é preciso identificá-los de maneira eficiente.

Essa ferramenta é muito importante para que cada indivíduo perceba aquilo com o que ele vem sendo consistente, a ponto de reconhecer uma característica em si mesmo e saber que os outros também a percebem. Além disso, é uma ótima oportunidade para descobrir o que os outros vêem nele que nem ele próprio consegue.

Isso amplia a visão sobre si mesmo, aumenta a perspectiva e também ajuda a exercitar a percepção sobre o outro. Assim, fica muito mais fácil entender quais são os pontos que precisam ser melhorados em relação ao comportamento, aos relacionamentos pessoais, às habilidades e assim por diante.

Por fim, mas não menos importante, é interessante estabelecer uma troca saudável sobre quais características e qualidades seriam relevantes para determinado profissional (ou mesmo para toda a equipe) e que ainda não estão presentes. Isso certamente contribui para o desenvolvimento individual e coletivo.

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