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Conheça os principais Conflitos Empresariais e suas consequências

Consideramos como tipos de conflitos empresariais toda controvérsia, desavença, polêmica, choque de interesses ou disputa que ocorre em uma empresa. Infelizmente, nem sempre se sabe lidar adequadamente com essas situações, o que pode gerar uma série de prejuízos.

Os conflitos fazem parte da nossa realidade. Ninguém pensa ou age de uma maneira idêntica, o que significa que, em alguns momentos, haverá discordâncias e desencontros. Por mais que um grupo conviva bem entre si ou esteja bem-alinhado com a empresa, existirão momentos de divergência. A maior questão é saber como gerenciar isso, evitando excessos e também agravamentos. O objetivo do gerenciamento não deve ser eliminar completamente esses eventos, mas sim evitá-los, assim como suas consequências negativas.

Sem a gestão adequada, os conflitos institucionais podem gerar sérios impactos para o clima organizacional e até prejudicar a produtividade da equipe. Neste conteúdo vamos mostrar quais são os principais tipos de conflitos empresariais, quais malefícios podem causar e como lidar com eles, entre outros aspectos que você precisa saber. Acompanhe a leitura e saiba mais!

Quais são os principais tipos de conflitos empresariais?

De modo geral, os conflitos podem se dar de diferentes formas: 

  • Eles podem ser intrapessoais, ocorrendo em um único indivíduo com ele mesmo. É o que acontece quando entramos em choque com nossos valores, por exemplo. 
  • Podem ser interpessoais, ocorrendo entre duas ou mais pessoas;
  • Podem se dar dentro de um mesmo grupo, setor ou equipe (intragrupais);
  • Ou ocorrer entre equipes e departamentos (intergrupais).

Aqui, vamos focar nas três últimas modalidades, mas vale lembrar que os conflitos intrapessoais também devem ser abordados com cuidado e empatia, pois envolvem questões emocionais e momentos difíceis para a pessoa. A seguir listamos alguns dos principais tipos de conflitos entre pessoas ou grupos. 

1. Conflito latente

Tratam-se de conflitos não declarados. São aqueles não mencionados, que não ficam evidentes e nem os próprios envolvidos o percebem com clareza. Eles podem sentir incômodos, mas ainda não perceberam o conflito racionalmente. Geralmente, esse tipo de conflito não é trabalhado pelos gestores, o que pode ser um erro, já que isso pode ser um gatilho para problemas maiores. Não significa, no entanto, se apegar exageradamente, tentando identificar e se aprofundar em cada pequeno incômodo no seu time. 

2. Conflito percebido

O conflito percebido é aquele em que os envolvidos já têm consciência e uma maior clareza de sua existência. Apesar de o perceberem racionalmente, ainda não se manifestaram abertamente em relação ao problema. Também pode acontecer de o conflito ser percebido por apenas uma das partes ou por terceiros. Esse tipo também pode ser o início de um atrito maior, caso não se procure a sua resolução.

3. Conflito sentido

Esse conflito pode ou não ser percebido por terceiros, mas gera tensão e impactos emocionais em ao menos uma das partes. É o conflito que afeta principalmente o psicológico dos envolvidos, podendo levar a sérias consequências, tanto para os indivíduos quanto para a sua atuação na empresa. 

É muito importante ter cuidado, pois mesmo com esses efeitos, esse conflito pode ainda não ter se manifestado. Assim, alterações no comportamento de uma pessoa, como raiva, irritação, maior sensibilidade, inibição ou abalos emocionais devem ser investigadas com cautela, respeito e empatia.

A pessoa não deve ser punida ou julgada como culpada. Além disso, o sigilo ao conversar com o afetado, a confiabilidade e a discrição são aspectos necessários nesse sentido.

4. Conflito manifesto

Consiste na etapa em que o conflito já é evidente em ambas as partes e também é percebido com bastante clareza por terceiros. É quando ao menos uma das partes o manifesta, havendo ações de interferência passiva ou ativa. Esse conflito é capaz de interferir profundamente na dinâmica e no relacionamento da organização. 

Quais fatores causam conflitos empresariais?

Agora que você conhece os tipos de conflitos empresariais, é importante também entender os seus possíveis motivos. Listamos alguns deles a seguir!

Falhas na comunicação interna

Sem uma comunicação interna bem-estruturada, o que se nota é um efeito parecido com o da brincadeira "telefone sem fio". Há a presença de informações descentralizadas e decisões que podem gerar conflitos de interesses entre os departamentos. 

Uma empresa precisa de um planejamento adequado, inclusive para aspectos bem práticos. Cada departamento tem as suas próprias funções, mas é preciso construir uma boa interação entre elas. É importante observar o negócio como um todo e organizá-lo de forma que um setor contribua para o outro.

Para que isso funcione no dia a dia, a comunicação interna precisa ser clara, concisa e sempre alinhada com os objetivos da organização. Do contrário, aumenta-se o risco de discórdia e disputa entre as áreas. Aliás, outro fator relevante é mostrar que toda equipe, gestor e funcionário é importante e valorizado pela empresa.

Ausência de processos adequados

Da mesma maneira que a comunicação interna faz grande diferença na resolução de conflitos empresariais, uma boa gestão de processos contribui diretamente com a maneira como os problemas são resolvidos à medida que surgem. Infelizmente, muitas empresas não definem nem padronizam seus processos adequadamente e isso gera grande margem para novos conflitos empresariais. 

Clima organizacional ruim

Sem dúvida, esse é um dos tipos de problemas empresariais mais comuns e costuma ocorrer pela falta de investimento em estratégias e ações que contribuam para garantir uma relação saudável entre os funcionários. 

A tendência é que discussões, desavenças e conflitos se tornem presentes no cotidiano. Dado o contexto, é necessário promover ações que ajudem a desenvolver um clima organizacional amigável, pois isso pode reduzir as possibilidades de conflitos no ambiente de trabalho. 

Além disso, o bem-estar e a qualidade de vida também fazem toda a diferença para o clima. Se a empresa não oferece boas condições e não valoriza a saúde física e mental dos funcionários, é evidente que haverá um alto nível de estresse e, portanto, maiores chances de conflito.

Da mesma forma, se os gestores tratam os colaboradores de forma inadequada, com intimidação ou desrespeito, a insatisfação, a tensão e os atritos serão bem mais recorrentes.

Escassez de recursos

A escassez de recursos também pode elevar o estresse, a tensão e a competitividade negativa. Se há falta de pessoal, por exemplo, os funcionários podem ser sobrecarregados. Se faltam equipamentos, eles podem competir e conflitar entre si para utilizar os disponíveis. 

Mesmo que pareçam coisas pequenas, a frequência desses atritos e desconfortos acaba intoxicando o clima empresarial. As pessoas começam a construir rivalidades e desavenças. Assim, é importante ficar atento.

Mudanças na organização

Mudanças e transições também fazem parte das empresas, em determinados momentos. É compreensível, porém, que isso gere tensão e preocupe os colaboradores. Existe o medo de ser demitido, de não saber como lidar com as novidades ou de reduções no salário, por exemplo. Isso pode gerar rivalidade, desconfiança ou mesmo um clima mais denso, levando a atritos.

Assim, é importante ter muito cuidado ao fazer uma transformação. Seja implementando um novo processo, alterando algo na estrutura, nos recursos ou no funcionamento, é fundamental dar o devido suporte aos funcionários. Estar aberto a tirar dúvidas, ter transparência, fazer as mudanças com paciência e de maneira gradativa são algumas medidas de extrema relevância.

Conflitos por alta competitividade

A empresa deve tomar muito cuidado com seu modo de lidar com a competitividade, seja entre os funcionários ou as equipes. O mercado atual já estimula o comportamento competitivo, mas o próprio negócio pode tornar isso ainda mais negativo. Privilegiar certas pessoas ou áreas, por exemplo, pode incentivar a raiva, o atrito e prejudicar o senso de trabalho em equipe. 

Assim, é fundamental tomar cuidado com as ações implantadas, inclusive no que diz respeito a recompensas. Ninguém deve se sentir inferiorizado. No entanto, a competitividade também pode surgir de outras motivações, como desejo por status, ganância ou excesso de ambição e disputa por poder.

Conflitos de perspectivas

Conflitos podem surgir por diferentes opiniões, visões de mundo e preferências. Isso pode se dar em uma tomada de decisão ou em qualquer momento. Como explicamos, é natural que aconteçam divergências de pensamentos, mas é preciso ter cuidado para que esses conflitos não gerem maiores problemas.

É preciso incentivar o respeito e a escuta, mesmo que não haja total concordância. A diversidade é algo muito positivo para as empresas. Ela aumenta a criatividade, torna os processos mais humanizados e amplia as perspectivas do negócio, devendo ser estimulada. No entanto, as divergências vão ocorrer mesmo entre aqueles indivíduos extremamente semelhantes.

Para além desses fatores, os conflitos podem ser causados por outras situações, inclusive por desrespeito aos direitos dos funcionários ou por uma busca inadequada por autonomia. Agora vamos apresentar algumas das suas consequências.

Quais as consequências que os conflitos trazem para a organização?

Já conhecendo os principais tipos de conflitos empresariais e os motivos que causam esses problemas entre colaboradores, podemos afirmar também quais os impactos que eles podem gerar para a empresa. Por exemplo: 

  • instigam comportamentos irresponsáveis; 
  • aprofundam as diferenças entre os funcionários; 
  • estimulam a polarização entre indivíduos e grupos; 
  • dificultam a comunicação, interação e cooperação; 
  • geram desgaste emocional;
  • afetam os resultados da empresa; 
  • podem romper relacionamentos; 
  • criam suspeitas e desconfianças; 
  • podem levar os líderes a adotarem um perfil autoritário. 

Entretanto, quando bem administrados, os conflitos empresariais podem ser grandes oportunidades de melhorias, mudanças e desenvolvimento. 

Como lidar com os conflitos?

A forma de gerir conflitos com a finalidade de chegar a soluções depende principalmente do estágio em que os problemas se encontram, além da sensibilidade do mediador em notar suas existências, já que existem inclusive formas de conflitos não declaradas, como já mencionamos.

Sendo assim, o primeiro passo — e o melhor caminho para solucionar qualquer desavença — é estabelecer um diálogo aberto, partindo da premissa de que todas as partes envolvidas precisam se desarmar e apresentar claramente as divergências identificadas, sempre buscando um clima amistoso, ético e profissional.

Após desenvolver um clima propício para negociações saudáveis, é preciso discutir os pontos de vista de ambos os lados. Ambos devem ser escutados com respeito e empatia.

Caso uma das partes ainda se mostre relutante, um intermediador deverá assimilar a posição, conduzindo a negociação para o caminho sustentável. Ou seja, a busca deve ser por preservar os interesses de todos os lados, sem que isso perca o alinhamento com os objetivos da empresa. Também é preciso agir com cautela caso sejam necessárias concessões.

É muito importante mostrar que é comum ocorrerem divergências de opiniões dentro de uma empresa. Ainda mais importante é garantir um ambiente corporativo sério e profissional, que sempre terá os objetivos da empresa como uma prioridade, e o trabalho em equipe como uma ferramenta imprescindível para o desenvolvimento de todos. O respeito deve fazer parte da cultura da empresa.

Como você pôde conferir neste artigo, conhecer os tipos de conflitos empresariais e suas causas é fundamental para saber como lidar com eles. Além disso, agora você sabe que as divergências entre colaboradores não devem ser encaradas somente como um aspecto negativo.

A sua resolução pode ser encarada como uma oportunidade de crescimento entre os colegas de trabalho e da organização como um todo. Vale lembrar ainda que o cuidado com conflitos é importante mesmo na atualidade, com grande parte das pessoas trabalhando de casa.

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