Como lutar contra o preconceito no trabalho da melhor maneira?

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lutar contra o preconceeito no trabalho
Infelizmente, o preconceito ainda é um problema comum na sociedade e, obviamente, no ambiente de trabalho. Todos nós sabemos o quão destrutivo esse tipo de comportamento é, não só para os indivíduos, mas também para as empresas, certo? No post de hoje, queremos ajudar você a vencer o preconceito no trabalho, seja como vítima ou como um líder que quer ajudar seus funcionários.

Vamos apresentar as dicas que um dos nossos autores especialistas e best sellers em comportamento organizacional deu para uma colaboradora que reclamava de machismo dos colegas no ambiente corporativo. Além disso, vamos definir os tipos de preconceito, alguns dos seus focos e o que a lei trabalhista tem a dizer sobre esse assunto. Continue lendo para saber mais!

A carta da colaboradora

Para começar, confira a mensagem que uma colaboradora, vítima de preconceito, enviou ao nosso especialista.

“Querido David,

Cinco mestres atrás, eu comecei a trabalhar em uma escola católica privada voltada para meninas. Eu trabalho como técnica, e aceitei o trabalho porque ele combina os interesses que eu tenho em educação instrucional, hardwares e resolução de problemas com softwares. O emprego também paga bem melhor do que o que eu ganhava no passado.

Eu sou uma mulher e todos os meus colegas de trabalho são homens. Estou me sentindo desconfortável, mas não por conta da proporção de 4 homens para 1 mulher. O que eu sinto é que todas as minhas ações estão sendo analisadas com uma lupa. Eu entendo que essa é uma área de alta demanda. E também já trabalhei em escolas antes, mas nunca como parte de um time. Então eu fui introduzida a coisas como reuniões e feedbacks semanais.

Ultimamente, sempre que recebo algum feedback, sinto que meus colegas de equipe estão “pescando” coisas erradas. Por exemplo, o último feedback foi sobre o que a expressão no meu rosto transmite. Socorro??

Atenciosamente,

A que se sente julgada…”

A resposta à carta e as dicas para lidar com o preconceito no trabalho

Agora, confira a resposta de David. Separamos suas sugestões em tópicos para melhor entendimento. Lembre-se que ele está dando dicas para uma pessoa em uma situação específica, mas essas propostas podem se encaixar em diferentes casos de preconceito no trabalho.
“Querida Julgada,

Obrigado pela interessante questão. Ela reúne uma combinação de problemas a serem refletidos: ter sucesso como nova funcionária, responder ao feedback e lidar com o preconceito inconsciente. Vou sugerir algumas abordagens.

Tenha sucesso como nova colaboradora 

Parabéns pelo seu novo trabalho. Ele é também uma ótima oportunidade para colocar as bases de uma nova carreira. Aqui vai meu conselho:

  • você conhece seu trabalho. No seu caso, isso significa que você é vista como expert nas diferentes tecnologias com que trabalha. Se você não é expert, então dedique tempo e esforços necessários para enfrentar rapidamente esse desafio;
  • você trabalha na área certa. Isso significa que você se concentra em tarefas de alta prioridade e missões críticas em vez de permanecer na sua zona de conforto;
  • você tem a fama de ser útil. As pessoas precisam vê-la, assim, generosa com seu tempo e experiência.

Construa relações

Procure alcançar relacionamentos além do seu time imediato. Agende duas a três reuniões com seus clientes — professores e administradores — pela escola. Pergunte a eles sobre as prioridades com o uso dos serviços de tecnologia que você e seu time fornecem.

Escute as melhorias que eles gostariam de ver e anote. Tente detectar pelo menos uma ação concreta que você pode tomar para responder às suas sugestões.
Tenha um mentor

Ache uma pessoa que está disposta a te desafiar e ajudar. Pode ser um professor ou administrador, ou poderia ser seu supervisor. Os ingredientes essenciais na relação são segurança e confiança. Você precisa de alguém que possa ajudá-la a percorrer a complexidade política de seu novo trabalho.

Responda ao Feedback

Você está recebendo muito mais feedbacks do que estava acostumada, e isso soa como se as pessoas estivessem usando uma lupa para dizer coisas negativas a seu respeito. Como você deveria lidar com o criticismo deles? Aqui vão algumas sugestões.
Evite a defensiva

É difícil não se defender, especialmente quando as críticas parecem muito exigentes, injustas ou imprecisas. Mas faça o seu melhor para se tornar um curioso em vez de se defender. Responda com ‘hmmm’… ‘Isso é interessante’’. ‘Você pode me dar um exemplo para que eu possa entender melhor?’

Procure ser clara

Muitas vezes, quando o feedback parece injusto, o problema real é que é vago. Alguém diz: ‘‘você não está muito focado no cliente’’, quando o que isso significa é: ‘após a chamada de ontem, você não voltou para ver se sua solução resolveu todos os problemas’’. Retire o calor dos comentários e isso tornará mais fácil a solução do problema.
Seja pública

Aqui vai um segredo: as pessoas continuarão a fazer feedbacks até terem certeza de que você recebeu a mensagem. Então, uma vez que você decidiu como responder a um feedback, faça dos seus planos públicos. Ao se mostrar pública, você comunica que leva o feedback a sério, faz as mudanças e mostra que a pessoa que lhe deu o feedback pode seguir em frente.

Saiba lidar com o preconceito inconsciente

Como uma mulher em uma equipe de homens, você se destaca. Você é notada. E, porque nós humanos temos nossas histórias, seus sucessos podem parecer um pouco surpreendentes para alguns, e suas falhas podem parecer um pouco confirmadoras para outros. Além disso, você pode achar que o ambiente de trabalho foi otimizado para quem estava lá antes — todos os homens. Como você deve lidar com esse tipo de preconceito?

Estudamos recentemente os efeitos nocivos do preconceito e descobrimos que os preconceitos sutis, como os que você descreve, são fortes e destruidores. Lamento que você se encontre nesse tipo de ambiente. Felizmente, existem habilidades que você pode usar para enfrentar o que é provavelmente um preconceito inconsciente. Eu sugiro três dicas de nosso livro e treinamento Conversas Cruciais.

Não silencie

Não apenas sorria e se mantenha totalmente passiva. Quando você experimenta uma interação que deixa você se perguntando, — como comentários sobre o que a expressão em seu rosto transmite — saia do conteúdo e tenha uma conversa sobre suas preocupações. “Posso falar sobre o que estamos falando? Eu notei um padrão. Às vezes, você me dá feedback que parece mais pessoal do que o feedback que você dá um ao outro.

Por exemplo, comentários sobre minhas roupas, meus óculos e agora minhas expressões. Como homens, vocês já receberam comentários uns dos outros sobre essas coisas?” O objetivo é começar um diálogo aberto, honesto e respeitoso que crie compreensão e respeito.

Mantenha o ambiente seguro

Evite rotular ou acusar os outros. Em vez disso, suponha que as pessoas têm intenções positivas, a menos que seja comprovado o contrário. Conseguir um melhor resultado para o futuro exige que ajudemos os outros e nós mesmos a nos sentimos seguros enquanto abordamos problemas incômodos. Por exemplo, você pode começar com: ‘Eu não acho que você percebe como isso ocorreu…’

Indique seu caminho

Os indivíduos qualificados têm o cuidado de descrever suas preocupações, ausentes dos julgamentos e acusações que o resto de nós tem quando falamos. Por exemplo, substitua: ‘O que você disse era sexista e abusivo’’, com ‘‘sexta-feira passada, você disse: essa é a última vez que mandei uma mulher para fazer o trabalho de um homem.’

Descreva o que realmente aconteceu — sem desculpas, sem auto-repressão e sem acusações. Comece com os fatos detalhados, sugerindo tentativamente o que os fatos significam para você, então convide outros para um diálogo onde vocês dois possam aprender.

Os diferentes tipos de preconceito no ambiente de trabalho

Agora, vamos discutir alguns outros aspectos desse assunto? O preconceito no trabalho pode se dar de diferentes formas, com diversas questões. Separamos a seguir alguns dos tipos de preconceito mais comuns para ilustrar esse quadro, mas lembre-se de que ele pode aparecer em várias outras situações e, portanto, é preciso ficar atento. Confira!

Preconceito contra o sexo de uma pessoa

O caso relatado acima ilustra bem esse tipo de preconceito. Nossa sociedade ainda tem muitas ideias machistas que, por várias vezes, até passam despercebidas. Isso torna essas situações mais comuns no ambiente de trabalho.

Preconceito contra a orientação sexual

Esse é outro ponto em que o preconceito anda bem presente. São muitos os relatos encontrados por aí de discriminação pela orientação sexual de uma pessoa.

Preconceito contra cor e etnia

Por mais que nosso país seja diversificado, é impossível negar que esse tipo de preconceito é forte e impacta o dia a dia de milhares de pessoas. A situação obviamente se reflete no ambiente de trabalho.

Preconceito contra deficiência

Mesmo com as leis e estratégias de inclusão, o preconceito contra quem tem algum tipo de deficiência permanece em muitas empresas. Não adianta apenas contratar funcionários com essas características: é preciso realmente construir integração e equidade.

Preconceito contra a idade

Isso acontece em diversas situações na sociedade. Nas organizações, inclusive, os conflitos entre gerações são um problema muito comum. As diferenças de contexto histórico e pensamentos, por exemplo, são fatores que devem ser trabalhados para uma convivência harmônica.

A lei trabalhista e o preconceito no ambiente de trabalho

Além de encontrar meios de eliminar o preconceito no trabalho e construir um clima organizacional mais respeitoso e positivo, é importante atentar ao que a lei tem a dizer sobre essa situação. O artigo 7º, inciso XXX da Constituição Federal, por exemplo, visa a igualdade, proibindo a diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão pelo sexo, idade, cor ou estado civil de um trabalhador.

Além desse artigo, existem várias outras especificidades sobre as responsabilidades de um contratante e as medidas a serem tomadas em cada caso, como para as pessoas com deficiência e as mulheres, entre outros. É fundamental atentar às leis e cumpri-las devidamente, mas a empresa também precisa bolar outras estratégias para eliminar os preconceitos.

As diferenças entre preconceito objetivo e subjetivo

Como o preconceito pode aparecer de diferentes formas, esse é outro ponto essencial a ser compreendido. É possível atribuir duas classificações mais amplas, dividindo-o entre preconceitos objetivos e subjetivos.

Os objetivos referem-se, de modo geral, a comentários depreciativos, machistas ou racistas feitos sobre um indivíduo. Além disso, a retirada de oportunidades de alguém pelo seu sexo, deficiência ou estado civil, por exemplo, também se encaixa nesse quesito.

Já os preconceitos subjetivos são aqueles mais sutis e implícitos, muitas vezes presentes em hábitos da organização. Quando colaboradores não alcançam promoções ou determinados casos por serem de grupos minoritários, por exemplo, temos um caso desse tipo d situação acontecendo.

É imprescindível que os gestores fiquem atentos a qualquer tipo de preconceito na sua empresa. Vale lembrar que existem muitas medidas, até mesmo preventivas, que visam construir um ambiente com mais equidade, respeito e integração. Os treinamentos e propostas de conscientização são exemplos disso.

Um ambiente de trabalho sem preconceitos e que valoriza a diversidade faz toda a diferença no desenvolvimento das pessoas e nos resultados da própria empresa. Assim, não deixe essa questão passar batido!

Esperamos que tenha gostado das nossas dicas para eliminar o preconceito no trabalho. Agora, conheça os principais conflitos empresariais e aprenda a solucioná-los para um melhor clima organizacional!

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